quarta-feira, 9 de novembro de 2011


Os Pobres Cavalheiros de Cristo
O INÍCIO DA ORDEM
Como começou a lenda?
No caso dos Cavalheiros do Templo de Salomão em Jerusalem, começou na
obscuridade. Nenhum historiador da época mencionou a existência da ordem.
Somente soubemos da existencia, pelos idos de 1125 porque existe um documento
onde menciona Hugh de Payns, onde êle é chamado de Senhor do Templo.
As futuras gerações contarão a história dos primeiros Templares, cada um de uma
maneira diferente.
No início do reino de Baldwin II, um francês vindo de Roma, chegou a Jerusalem
para rezar. êle tinha feito um voto de não retornar ao seu país de origem, mas depois
de ajudar ao Rei na guerra por tres anos, tornar-se um monje.
Êle o os trinta Cavalheiros que o acompanhavam, permaneceriam o resto de suas
vidas em Jerusalem.
Quando Baldwin e seus acessores observaram o potencial deles na guerra, sugeriram
que êles ao invés de se tornarem monges, se alistassem no exército para defender
a cidade contra os bandidos que assolavam a área.
Este é relato de Michael, o Sírio Patriarca de Antioquia em 1190, para explicar o início
da Ordem dos Cavalheiros do Templo do Sepúlcro.
"Mais ou menos na mesma época, um Inglês, Walter Map, relatou o nascimento
da ordem de uma maneira um pouco diferente.
Ûm Cavalheiro chamado Payns, de um distrito de Burgundy, chegou a Jerusalem
como um peregrino. Quando tomaram conhecimento que os cristãos que davam de
beber a seus cavalos nas cisternas não muito longe dos portões de Jerusalem,
eram constantemente atacados pelos pagãos e chacinados em emboscadas
Condoido então, tentou proteger os cristãos até onde pudesse.
Frequentemente, saiam de seus acampamentos para ajudar a defende-los
de seus inimigos"
Walter via o fundador da ordem, como um tipo de Cavaleiro Solitário que eventualmente
convenceu outros Cavalheiros para ajudá-lo nesta missão.
Está até parecendo o roteiro de um bom filme, mas evidentemente, um homem
fazendo esse tipo de trabalho, por assim dizer, não viveria muito para pode estabelecer a
Ordem dos Cavalheiros.
Outra história dos promeiros templares, é de um escritor posterior a Walter Map, trata-se de
Bernard, um monge de Corbie.  Êle escreveu em 1232, cerca de 100 anos depois do início
da ordem e está escrevendo sobre uma versão perdida de um nobre chamado Ernoul que vivia
em Jerusalem, também, mais ou menos na mesma época dos outros relatores.  Bernard escreveu:
.
"Quando os cristãos conquistaram Jerusalem, êles se instalaram no Templo do Sepulcro e muitos
chegaram de todas as áreas para juntar-se aos que já estavam lá, e todos obedeciam ao Prior do
Sepulcro.  Os Cavalheiros se reunirão entre êles e disseram...Nós abandonamos nossas terras,
nossos amigos e nossas famílias para vir aqui para elevar e glorificar a Deus.  Se ficarmos
aqui, bebendo, comendo e sem fazer nada, então nos carregamos nossas armas para nada.
Esta terra necessita ajuda, juntemo-nos e elejamos um Chefe que nos guie em caso de uma
guerra."
.
Bernard acreditava que os Cavalheiros eram originalmente
peregrinos e se hospedavam na Igreja do Sepúlcro sob a
supervisão de um monje e que só por causa da monotonia, decidiram formar uma unidade militar.
Finalmente temos o relato de William, Arcebispo de Tyre.
Êle é um dos mais mencionadose a sua versão é a mais aceita.
Tendo nascido em Jerusalem e educado na Europa, êle tinha acesso a ambos os recordes e o estilo polido necessário para apresentar
a história.
.
"Neste mesmo ano, 1119, alguns nobres e Cavalheiros graduados, devotos de Deus, piedosos e temerosos de Deus, se colocaram nas
mãos do Lord Patriarca para servir a Cristo, professando o desejo de viver perpetuamente repeitando as regras de castidade e obediencia e pobreza.
O lider e o mais eminente desses homens, era o venerável Hugh de Payns e Godfrey de St Omer.
Como não pertenciam ainda a nenhuma igreja e não tinham onde viver, o Rei, permitiu viverem temporariamente em seu palácio que ficava na parte sul do Templo do Senhor.  O dever imposto 'a êles, pelo Patriarca e pelos outros Bispos para a remissão dos pecados deles, era que deveriam manter
a segurança das estradas e dos caminhos na melhor de suas abilidades, para o benefício dos
peregrinos em particular, contra os ataques dos bandidos e dos ladrões."
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